Mar 09 2010

O primeiro (quase) passeio

A ideia inicial de levá-la na nossa caminhada foi do menino pequeno, mas logo o menino grande se animou. Eu, como sempre, já pensei em todos os prós e contras do tal passeio e se não fosse a insistência dos dois, meus argumentos teriam sido um balde de água fria na tal caminhada.

A primeira dificuldade foi entrar no carro. Medo? Excesso de peso? Não sabemos ainda. Quando paramos no destino e demos as primeira passadas, percebemos que não seria tão fácil. Eu estava me segurando para não dizer “eu bem que avisei“. Ela não sabia para onde olhar ou para onde ir. Colocou o rabo entre as pernas e a cada moto, carro ou latido de cachorro ela queria voltar. Insistimos, chamamos, fizemos carinho, mas depois de cerca de 1km, ela empacou. Ela deitou no meio da pista de caminhada e de lá não levantou mais.

As pessoas que passavam olhavam, primeiramente com medo, afinal ela é enorme, e depois que percebiam o ocorrido, elas riam. Riam de quem? De nós, é claro. Nós tentamos de tudo, para que a Nina levantasse, mas ela estava num misto de “estou morta de cansada” + “estou morta de medo” e não teve jeito. Ela estava aterrorizada, assustada e tremia igual vara verde.

A frustração foi total, pois o Gabriel já se imaginava todo faceiro passeando com sua cachorra preferida, mas ela não compartilhava do mesmo gosto. E quando o carro parou do seu lado, ela entrou de um salto na caçamba. Já em segurança, no conforto do seu quintal e protegida pela grade, ela não saiu mais de sua casinha.

É claro que tivemos uma conversa bem séria com ela. Ela sabia o que tinha feito, afinal ela frustou e envergonhou “sua família”, isso não ficaria assim. Iríamos castigá-la, mas como levar a frente esse sentimento de vingança se a culpa era tão somente de sua família, que NUNCA, NUNCA mesmo a levou para passear, a não ser nas idas e vindas do vet, mas isso tudo dentro de um carro? O mundo é grande para ela e eu ficaria também aterrorizada ao descobrir que há muito mais, mas muito mais mesmo, do que dentro do meu quintal.  

nina.jpg

Diante desse olhar meigo e pedindo perdão, o que nos resta é fazer de duas uma: treinamos ela para descobrir que o mundo é além do nosso quintal ou deixamos ela pensando que tudo gira em torno dos metros quadrados da nossa casa. Ainda não decidimos.

“O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugiam. “Salmos 18.30 

4 Comentários to “O primeiro (quase) passeio”

  1. tina on 10 Mar 2010 at 12:53 am

    Olá amada Léa tudo bem.que doidera hem!!!!!
    Mas olha que lindeza que meiga.Tem carinha de FILA acho que estava pedindo desculpa mesmo.
    Nós temos duas meninas a Micaka e Capitu .
    Também não conhece a rua só o quintal e o VET.
    Mas todas as manhãs antes de irmos trabalhar , quando tiramos o carro ,as duas dão uma olhada na rua e vê o movimento.
    Ai falamos : já viu !!! pode entrar,. a festa acaba ali.
    Elas fazem parte de nossas vidas.
    beijoss em seu coração.

  2. marta rodrigues on 10 Mar 2010 at 6:50 am

    olá ela é muito linda,os amimais são muito sensiveis,aqui em casa no´s tivemos apenas um,mais ele chorava quando meus irmãos estavam discutindo quero dizer as brigas entre irmão,foi criado dentro de casa e quintal e qdo meu irmão soltava ele para passear na rua e corria para dentro de casa e fechava a porta ele tinha medo de ficar na rua sozinho e quase derrubava a porta e tambem não podia dar algo para os vizinhos que ele ficava bravo ele defendia a casa,mais o amor por eles e por nós é fiel.abraços marta

  3. Bruna on 15 Mar 2010 at 10:06 am

    Ô Léa, pobrezinha.. nada de castigo. É só questão de costume.
    O Joca quando era filhote não saia de jeito nenhum aqui do prédio. Acho que fiquei um mês levando ele todos os dias até o portão, para que perdesse o medo da rua. Agora é só pegar a guia que ele já sobe no sofá para colocar, ehehe
    É o que você disse, o mundo é grande..não deixem ela pensar que tudo se resume a alguns metros quadrados dentro do quintal.
    Ah, e ela é uma graça =))
    beijo

  4. Dayse on 15 Mar 2010 at 11:50 am

    Oi Léa!
    Tadinha…..dá mais uma chance pra ela!!!! Imagina…é tudo novo….lá no mundo dos cachorros eles não tem carro, por isso é que cachorro corre! E lá no mundo dos cachorros eles também não tem coleiras, por isso ela ainda não acostumou a andar feito mocinha ao lado, assim toda comportada!
    Beijos querida!
    Ah! Um dia te conto a história do mundo dos cachorros (criada por mim!)
    Com carinho
    Dayse

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